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Edição de 50 anos do The White Album

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1968 foi um ano emblemático para a música. Os primeiros efeitos do verão do amor de 1967, que durariam anos, vieram logo no ano seguinte, em forma de álbuns inesquecíveis dos Beatles, Rolling Stones, Aretha Franklin, The Zombies, The Kinks, Simon & Garfunkel e mais uma dezena de nomes que marcaram o rock. Por isso, 2018 é um ano marcado por belos relançamentos especiais de 50 anos, como o antecipado box especial White Album. Para o quarteto de Liverpool, que no ano anterior havia revolucionado a música com Sgt. Pepper’s Lonely Heart’s Club Band, 1968 significou uma nova ruptura, representada perfeitamente pela diversidade sonora de seu álbum auto-intitulado, mais tarde conhecido como o White Album, ou o Álbum Branco, resultado de uma viagem à Índia e meditações trans-cendentais. Para muitos, o brilho do disco é a maior transparência da individualidade dos Beatles em sua discografia. O grupo já havia mais que provado seu talento e demonstrado uma genialidade conjunta, mas foi em 1968 que ficou claro o que vinha de cada um deles. Este componente do White Album é, no entanto, ambígua; parte das individualidades que marcaram o disco vem de um conflito interno que viria a causar o término da banda. Mas ao mesmo tempo, perceber as nuances sonoras de cada um dos membros era um consolo de que os quatro tinha uma personalidade e um talento únicos, refletidos perfeitamente em faixas como “Happiness Is a Warm Gun” (Lennon) “I Will” (McCartney), “While My Guitar Gently Weeps” (Harrison) e “Don’t Pass Me By” (Starr). O relançamento do Álbum Branco traz não apenas as faixas remasterizadas e mixagens alternativas como disponibiliza oficialmente os áudios das demos do disco, gravadas acusticamente no estúdio de George Harrison, conhecidas como as demo Esher, incluindo faixas inéditas que acabaram ficando de fora do disco.

Por: Marcelo Begosso
Redação
Foto: Divulgação

 

 

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