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Maizena a aliada das donas de casa

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Por Marcelo Begosso

Desde sua estréia no mercado a famosa caixa amarela é aliada das donas-de-casa no preparo de alimentos. Gerações foram criadas com os mingaus, biscoitos, doces e molhos à base dessa fina farinha.
Em 1840, na Inglaterra, a indústria têxtil estava a todo o vapor e, para encorpar os tecidos recém-saídos dos teares, era aplicada goma feita com farinha de milho. Os resultados com o pó grosseiro, no entanto, estavam longe do ideal. Dois ingleses, William Brown e John Polson, decidiram aprimorar o produto para atender à demanda das fábricas que se multiplicavam pelas ilhas britânicas. Fundaram uma refinaria e chegaram a um processo que resultava em um amido excelente para as tecelagens e lavanderias domésticas. Com um pouco mais de apuro, transformava-se até em alimento, lançado no mercado como farinha de milho Brown & Polson. Eles foram os pioneiros.

A caixa amarela fez sucesso entre as donas-de-casa, ganhou prêmios de qualidade e, em 1859, começou a ser exportada para a Europa. Em 1906, as empresas de Duryea e Kingsford passaram a integrar o grupo norte-americano Corn Products Refining Company, mais tarde conhecido apenas como Corn Products Company (CPC).

Em 1874, no Brasil as mercearias, como eram conhecidos os supermercados na época, pareciam mais feiras. Produtos como arroz e feijão eram dispostos em sacos e vendidos a granel. O surgimento de caixinhas amarelas entre pilhas de batatas e tomates causou impressão nas donas-de-casa brasileiras.


A novidade atendia por MAIZENA e era multiuso. Servia para engrossar caldos, dava um bom mingau, substituía a farinha de trigo no preparo de bolos e, na falta de goma, deixava as camisas perfeitas. O sucesso era inevitável. MAIZENA entrou no cardápio de restaurantes, nos livros de culinária e nas receitas passadas de mãe para filha, vizinha a vizinha, geração a geração.

No começo do século XX, a empresa Corn Products Company instituiu uma campanha para aumentar o uso de MAIZENA fora das cozinhas domésticas. Padeiros e fabricantes de biscoitos foram estimulados a empregar o amido de milho da marca em receitas, em substituição à farinha de trigo. Uma das invenções caiu nas graças do povo. Era a bolacha Maizena, mais leve e crocante do que os biscoitos comuns. No início, o nome dos quitutes estava vinculado à compra do amido fornecido pela CPC. Mas a popularização das receitas fugiu ao controle e o biscoitinho começou a ser produzido nos quatro cantos do país, mesmo sem levar o amido original entre os ingredientes.

Foi esse cenário de confiança que o engenheiro L. E. Miner encontrou ao chegar ao Brasil em 1927. Representante da CPC, ele dirigiu-se a São Paulo para analisar o mercado local. Até então, MAIZENA era produzida nos Estados Unidos e apenas embalada no Brasil. Ele precisava descobrir se era viável abrir uma fábrica de amido de milho por aqui. Não precisou de muito tempo para tomar a decisão. Três anos depois, a Refinações de Milho Brasil (RMB), subsidiária da CPC, começava a funcionar na capital paulista. Na década de 30, com a fundação da primeira fábrica da marca no Brasil, a CPC tentou proibir o uso do nome MAIZENA em produtos que não a contivessem. Mas o período para uma reclamação legal havia expirado e o biscoito, já bastante popular, ficou com o nome. Durante a Segunda Guerra Mundial, o produto usado pelas donas de casa passou a ser procurado também pelos padeiros por causa da falta do trigo, que era importado. A solução foi usar a MAIZENA para fazer o pão.

A vocação da MAIZENA como alimento infantil se consolidaria nas décadas seguintes com lançamentos de sucesso como a mistura para mingau Cremogema, em 1957, e a farinha enriquecida Cerealina, em 1965, fruto de intensas pesquisas e campeã de vendas no Nordeste, onde a desnutrição infantil assombrava as famílias.


Em 1973, a nova campanha de MAIZENA estimulava o uso do amido no lugar de outras farinhas, em especial a de trigo. A palavra-chave era “leve”. As chamadas declaravam, por exemplo, que “Maizena faz bolos mais macios” e “Maizena faz massas mais leves, mais puras”. Na década de 90 surgiram muitas novidades: em 1993 a Combinada Maizena, uma bebida à base de amido, leite, açúcar e um ingrediente especial, como chocolate ou banana, ganhou divulgação na televisão com uma campanha que resgatava o cuidado das mães na alimentação dos filhos utilizando o slogan “Mingau de Maizena dá carinho”; e em 1995 foi a vez de Maizena Nutre, um pó para mingau destinado a crianças de 1 a 3 anos, que embora concorresse com o tradicional amido de milho, não impediu que o marketing da marca investisse na versatilidade do produto.

Uma nova etapa começou para a marca no ano de 1997, quando o controle da empresa passou para a Bestfoods, um gigante do setor de alimentos, com operações em 110 países. Em 2000 essa empresa passou a fazer parte da colossal Unilever, e MAIZENA ganhou visibilidade ainda mais global. A multinacional sofisticou a linha de produtos e passou a adotar a segmentação. Lado a lado com o amido de milho lançou outros produtos para atender também as mulheres sem tempo para cozinhar como as misturas prontas para bolos nos sabores Milho, Chocolate, Coco e Laranja. Era o primeiro produto da marca fora do mercado de farinhas e alimentos infantis. Além disso, o verso das embalagens de MAIZENA ganhou receitas internacionais, de países como Espanha, Itália e Alemanha.

* Passando de geração para geração, a marca e os produtos
MAIZENA são encontrados em 80% dos lares brasileiros, estando
presente em mais de 100 países ao redor do planeta

 

 

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